
Stud Vento Minuano - Cavalos de corrida
História do Stud Vento Minuano
A história do Stud Vento Minuano, não começou com a compra de um cavalo. Começou muito antes, em 1987, nas tardes de domingo, vividas por uma família simples, no Hipódromo do Cristal, em Porto Alegre.
Meu pai, Varnei de Mello, era um homem de origem humilde e um apaixonado pelo turfe. Era um simples apostador, muitas vezes, mal tinha dinheiro para fazer as suas apostas (na maioria das vezes, errava), mas ele possuía algo, muito mais valioso: O amor, genuíno, pelos cavalos, pelas corridas e pela emoção das pistas.
Eu tinha, apenas, 10 anos, quando passei a acompanhá-lo ao Cristal. Ao nosso lado estavam, minha mãe, Vera Lúcia, e meu irmão mais novo, Victor, então, com 5 anos. Durante muitos anos, aquele foi o nosso programa de domingo.
Entre o som dos cascos, o movimento das arquibancadas, a expectativa de cada largada e a emoção de cada chegada, meu pai me apresentou a um universo, que jamais sairia de dentro de mim.
Naquela época, não tínhamos cavalos. Não tínhamos estrutura, cocheiras ou grandes recursos. Tínhamos, apenas, os nossos domingos em família, alguns sonhos e, uma paixão que, silenciosamente, passava de pai para filho.
O tempo seguiu o seu curso. Eu cresci, estudei, construí minha trajetória acadêmica e profissional e alcancei uma condição financeira que, quando menino, parecia muito distante (quase impossível). Meu pai, infelizmente, partiu, antes de ver aquilo que a sua paixão, ajudaria a construir.
Mas, o que ele plantou, permaneceu vivo.
Anos depois, em uma conversa com a minha esposa, Viviane, surgiu uma ideia, aparentemente, simples: Termos, apenas, um cavalo de corrida.
Apenas, um.
Era o reencontro, com aquele menino de 10 anos, que acompanhava o pai, nas tardes de domingo. Era a possibilidade de, transformar uma memória, em realidade e dar continuidade, a uma história, que havia começado, nas arquibancadas do Hipódromo do Cristal.
Foi a Viviane, quem sugeriu o nome Stud Vento Minuano, uma homenagem, às nossas raízes gaúchas e à força daquele vento marcante, do Sul, que atravessa os campos e parece carregar consigo, histórias, lembranças e coragem.
Nossa filha, Alice, também passou a fazer parte, desse nascimento. Foi ela quem desenhou a nossa farda, escolhendo as cores do Grêmio, outra grande paixão da família.
Assim nasceu, o Stud Vento Minuano: Não como, um simples projeto esportivo, mas como, a continuação de uma história familiar.
O que começou com o desejo de ter, apenas, um cavalo, tornou-se um sonho, muito maior. Um sonho construído, com amor, dedicação, responsabilidade e respeito, absoluto, pelos animais e por todos os profissionais que, compartilham conosco, essa caminhada.
Cada vez que um cavalo, do Vento Minuano, entra na pista, não carregamos, apenas, as nossas cores. Carregamos a memória, de Varnei de Mello, a companhia de Vera Lúcia e Victor, naqueles domingos, o apoio e a inspiração de Viviane, a criatividade de Alice e a emoção daquele menino que, jamais deixou de amar o turfe.
Nosso pai, não nos deixou cavalos, cocheiras ou troféus.
Deixou-nos algo, muito maior: Uma paixão.
E foi, essa paixão, que atravessou o tempo, venceu as limitações e se transformou em legado.
Hoje, quando vemos a farda do Stud Vento Minuano, nas pistas, sabemos que estamos, realizando um sonho que, começou de maneira humilde, em 1987, nas arquibancadas do Cristal.
Mais do que disputar corridas, buscamos honrar as nossas origens, cuidar dos nossos animais e, manter viva, uma história que, passou de pai para filho e, que agora, segue alcançando, uma nova geração, com a Alice e o Vinícius Júnior.
Stud Vento Minuano. Uma paixão herdada. Um sonho realizado. Um legado em movimento.